domingo, 9 de agosto de 2015

Holden

Ela diz: "Você precisa dar uma resposta madura pra vida, meu filho..."
Soa como um "blablabla". Acabou o terceiro ano, a formatura aconteceu há 3 meses, ele não sabe o que fazer, se estuda alguma dessas profissões famosas que não entende bulufas só pra dizer que faz algo ou se arranja um emprego dando uma desculpa de que será temporário, só pra ganhar tempo e não sentir o peso de ser adulto esmagar sua cabeça.
"Essas coisas não têm a ver com seus sonhos, caro caríssimo" - Diz a voz mais baixinha de sua mente. Por que ninguém leva a sério seu sonho de ser piloto de avião? Porque jogar bola em uma terça feira a tarde é algo tão "absurdo" e "inconsequente"? Por que aprendemos a ser um profissional nas escolas se o objetivo da vida vai além de uma mera profissão? Os livros que falavam de felicidade precisam ser esquecidos quando crescemos? Porque filmes de amor são considerados ficção? Holden não entendia esse impacto de crescer, e não aceitava que a vida plena fosse algo tão "distante"... Holden não queria crescer.Para ele, seus amigos pareciam muito decididos com o que fariam de suas vidas. Ou seria apenas uma máscara? Talvez todos (ou quase todos) estivessem no mesmo caminho que ele. Sem direção. “Sem direção” só soava bonito em letra de música, não na vida real.
Será que ele tinha mesmo a necessidade de acabar o ensino médio e em seguida entrar em uma faculdade? Tantas coisas rondavam sua cabeça, mas nada parecia se encaixar. Não entendia o real sentido da vida, esse ciclo idiota que todos deviam ou achavam que deviam seguir. Holden se irritava quando se deparava com pessoas racionais demais, que desejavam sempre o lucro, o dinheiro, o status e não se importavam com o que fariam para conquistar tais objetivos. Pessoas que pouco se importavam com o próximo, fossem da família ou desconhecidos, queriam apenas “ganhar” sempre e mostrar aos outros o quanto podiam alcançar. Ridículo mesmo era quando esse tipo de pessoa criticava Holden, que sonhava, que buscava a real felicidade, o que realmente lhe agradava fazer e não o que seria satisfatório para a sociedade. Pelo menos, isso era o que estava tentando fazer.
Mas ouvir todos os dias que precisava tomar um rumo, fazer alguma coisa.. Isso o cansava.
“Mas por que você se importa tanto com a opinião alheia?” – a voz baixinha insistia.

Por: Ra e Ro <3

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Visite a Dani, do Queen Madness, ela também está participando do BEDA <3




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