quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sobre dar um rumo à vida, caminhos errados e sonhos

À título de informação, a internet da república continua ruim, mas hoje decidi ser mais esperta (já que folguei e fiquei em casa o dia inteiro) e postar antes das 23h para não passar nervoso nem deixar o BEDA na mão. Pois vamos ao post que deveria ter saído ontem, mas não saiu.

Eu e o Ro resolvemos discutir a vida, o universo e tudo mais, como sempre fazemos. Pausa para ser melosa e dizer o quanto gosto dessas conversas que, se não resultam em discussões mais sérias, sempre nos acrescentam algo. Estamos passando por um momento delicado, onde ele acredita apenas que é o mês de agosto sendo desgosto, mas eu insisto em dizer que é apenas mais um mês como os outros e que tudo há de passar. Acontece que em meio a tudo isso estamos completamente desanimados com o rumo que nossas vidas tomaram até aqui e concluímos que já é mais do que a hora de tomar decisões, mudar as rotas e abraçar a felicidade.

Mas em certo momento eu o questiono: até onde devemos ou aguentamos ir em busca de nossos sonhos? Eu, que sempre sonhei e ando correndo atrás do meu sonho de ser professora, me vejo muitas vezes desanimada, acabada, cansada e juro que já pensei em desistir. Me pergunto se não posso ser normal e seguir a profissão da qual estou quase me formando na faculdade. Mas eu não consigo. Quando vejo que estou quase pegando esse diploma [que já me trouxe muito conhecimento e me proporcionou tantas coisas boas, mas do qual não quero seguir] sinto um alívio. Um alívio por saber que poderei recomeçar e fazer aquilo que tanto sonhei e espero estar apta para executar, por pensar que estou perto de impactar vidas e mudar alguma que seja.

Eu incentivo o Ro a lutar pelo seu sonho de montar sua banda e cantar seus ideais por aí. É difícil? Claro que é. Seguir algo que a maioria diz que não enche a barriga (ser professor também não), que não dá pra fazer sucesso em campos brasileiros, etc. É difícil encontrar pessoas com o mesmo ideal para se juntar, encontrar lugar adequado para ensaiar, vencer o cansaço.. Mas nós não precisamos insistir se não acreditamos. Agora, se realmente queremos, se pouco nos importa o fato de que seremos "pobres", mas estaremos fazendo algo bom para nós e para alguém (porque levar música com bons ideais é tão bom quanto ensinar a ler e escrever) e é isso que realmente importa. Sabe quando parece que só aquilo é o certo a se fazer? Talvez sejamos eternos sonhadores, mas para mim nada faz tanto sentido quanto seguir esses tais sonhos. Não nos importamos em não fazer o que a sociedade impõe ou ser julgados como ~~fracassados~~ por tal motivo. Queremos fazer e lutar para o que parece ser certo para nós.

Decidimos que precisamos urgentemente mudar nossos hábitos, alimentar nossas mentes e vencer o cansaço. Precisamos ser mais fortes do que nunca, fazer contas e refazê-las, traçar planos para o próximo ano e nos manter em pé, independente do que aconteça. Temos caminhos a seguir. E iremos.

Força para nós.



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