quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sobre insegurança, diferença de idade e blábláblá

Eu sou um ser humano estranho, sabe? Entretanto, as pessoas gostam de mim [acho] e talvez eu nem irei precisar morar em uma caverna ou algo do tipo, haha. Não faço com que gostem de mim nem nada, eu simplesmente sou o que sou: transparente, boba alegre, sonhadora e gosto de me comunicar, seja com bichos ou pessoas [às vezes alguns bichos merecem mais atenção]. Mas se tem algo que as pessoas [oi Ro, oi mãe, oi Dani] detestam é a tal da minha insegurança.

A insegurança é um estado emocional que surge na sequência de uma situação que é percepcionada como alarmante ou ameaçadora. Se a pessoa que é confrontada com esse estímulo considerar que os seus recursos ou as suas competências não são suficientes para gerir e/ou ultrapassar a situação, é expectável que se sinta insegura. Esta emoção pode manifestar-se sob a forma de níveis de ansiedade mais elevados, agitação psicomotora, permitindo que a pessoa se sinta enervada mas, ainda assim, suficientemente capaz de mobilizar recursos extra que lhe permitam ser bem-sucedida. Nesses casos, a insegurança tem um efeito protetor, na medida em que nos impede de cometer erros ou de correr riscos desnecessários. (Fonte)

Minha insegurança é o tipo que me faz ficar pilhada pensando na impressão que irei causar, o que irão pensar de mim, me faz ter cuidado com o que irei falar, por medo de parecer boba. A insegurança ligada à aparência já foi muito mais forte que hoje, mas graças a mim [sim, pois eu tive de lutar e olhar para o espelho sem medo, eu precisei parar de me comparar com as mocinhas bonitas da cidade] e as pessoas que gostam verdadeiramente de mim, hoje eu ando muito mais desencanada com isso. Claro que de vez em quando bate uma vibe errada relacionada à beleza, mas sinto que é muito mais normal do que antes.

Esses dias estava com uma amiga e o Ro falando sobre determinado rolê que fizemos com a turma dele [que agora faço parte também, rs] e a minha insegurança quanto ao fato da nossa diferença de idade. Vejamos, Ro é 6 aninhos mais experiente que eu, o que não faz a mínima diferença, mesmo que fosse ao contrário ~~porque nós não estamos nem aí para a sociedade~~. Por mais boba alegre da vida que eu seja, esses meus 20 anos já me trouxeram muita coisa e [quase nunca] as pessoas costumam dizer que pareço ser muito madura [aquelas que não convivem diariamente comigo, CLARO, hehe], o que às vezes me incomoda, já que as tristezas e dificuldades da vida também são grandes culpadas por nossa ~~maturidade precoce~~, mas isso não vem ao caso. O fato é que ultimamente a vibe errada que tem vindo é essa insegurança quanto a diferença de idade da galera comigo e o quão idiota eles podem me achar e tal, enfim.


Não pentelho ninguém com isso, nem mesmo o Ro. Fico de boa, já que hoje em dia estou muito bem com essas coisas de auto estima, amor próprio etc. Mas vibe erra é vibe errada, então às vezes bate e a gente reflete, porque é isso que gente feliz faz: usa as tretas da vida para algo bom. Conversar e partilhar pensamentos faz muito bem, por isso gosto dos momentos mais simples que eu e Ro temos quando ficamos de pernas para o ar batendo papo, falando mal de nós mesmos. Comecei a refletir sobre a tal da insegurança e [como sempre] vi que estava ficando louca. Pessoas são diferentes, seja por idade, cultura, geração, vontade própria ou obra do senhor. E isso é fantástico! Sabe porquê? Por que aí eu posso chegar à conclusão que não há necessidade de ficar causando por medo de não ser aceita. 

Tem gente mais velha que é mais alegre que eu, que ri de bobeira, que senta para bater papo de gente grande e leva à sério, que fica de boa e ama uma zoeira. Tem gente mais velha que só aceita os mais velhos ou só dá atenção para aqueles que acha que são do seu “nível”. Tem gente nova que não suporta ~~gente nova~~ e tem gente nova igual à mim: que adora falar com tudo e todos, que às vezes sofre com as crises da vida mas está aí, dando a cara a tapa querendo rir até doer a barriga. Cada um é cada um. É claro que educação é bom e seria legal se todos usassem com os amiguinhos, mas nunca vamos agradar a todos, nem sempre iremos conseguir ter afinidade com todos. Então, porquê da bad? Aliás, qual o sentido de "novo" e "velho"? Tem muita alma nova em gente velha, como o contrário. [Como eu cheguei até aqui? Já não estou falando coisa com coisa]

Mas o que me deixa realmente feliz é que só encontro gente linda nessa vida, o pessoal do Ro não poderia ser diferente. [Aliás, preciso escrever o quanto ter o encontrado junto de sua turma e história, me mudaram muito. Mas isso fica para outro post.] Logo, toda a insegurança diz respeito apenas a mim e não aos outros, é problema meu. Sou eu quem tem que mudar a visão e parar de bad. O pessoal super me acolheu nos poucos rolês que fizemos e me sinto muito bem com todos, sem exceção [não, nenhum deles lê esse blog, não é piada]. Isso só me faz acreditar de que a vida pode sim ser bonita mais do que triste, que gente boa e de alma leve existe e que eu não desisto de acreditar, nem vem cortar minha brisa.

Acredito que temos de viver o nosso tempo, independente do quanto a sociedade tente esfregar na nossa face que somos novos demais ou velhos demais para fazer determinadas coisas. Viver da forma que quisermos, porque ninguém tem nada a ver comigo se eu quiser ir no parquinho, sentar no balanço e ser feliz [ou cair, como já aconteceu, hehe] ou se eu me sentir preparada a sentar na mesa e discutir política, por exemplo, com um bando de gente mais experiente, por mais que eu não tenha vivido tantas épocas, isso não é motivo para me sentir mal por querer aprender mais.

E a vida é isso, um mar cheio de textos malucos escritos por jovens sonhadores.



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