segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Uma manhã gloriosa - Parte 1

Rebecca desperta logo cedo e  percebe o dia lindo que faz lá fora, o sol bate em sua janela pedindo enlouquecidamente que ela a abra para que ele possa entrar. A preguiça logo vai embora e ela levanta para abrir a janela e olhar o movimento da cidade, já que mora no 20º andar. Que sua mãe não leia isso, mas ela ama estar nas alturas só pelo fato de poder contemplar a cidade de cima logo pela manhã.

Olha para o canto do quarto e se depara com Fred e Sophia dormindo juntos como anjinhos. Observando-os tenta entender como um labrador tão agitado pode conviver bem com uma gata cheia de "não-me-toques". De solidão não pode reclamar, os dois completam seus dias.

Se olha no espelho e percebe que seu cabelo está mais comprido (já que os cachos impedem que ele pareça um cabelo normal que cresce) e fica satisfeita por não bater uma vontade louca de cortá-lo. Semana passada criou coragem e foi até o salão para fazer uns "reflexos", costuma dizer que isso é coisa de quem não tem coragem de pintar ou é indeciso demais para escolher uma cor apenas.

Coloca suas pantufas, que mais parecem pertencer à uma criança de 5 anos, e vai ao banheiro realizar a rotina matinal.
Olha no relógio e percebe que são 6h15, isso significa que tem 15 minutos para se arrumar e sair, sua aula começa às 7h e leva apenas 10 minutos caminhando até a escola, mas não gosta e nem pode chegar depois de seus alunos.

Rebecca se dá conta que não foi ao supermercado no final de semana e isso indica que não terá nada para seu desjejum, resolve deixar a preguiça de lado e passar na padaria para comprar um croissant ou um pedaço de torta que comerá no caminho. Ao mesmo tempo lembra de sua mãe dizendo que ela ainda ficará doente ou acabará desmaiando dentro da sala de aula por não tomar um café da manhã decente, mas já está cansada de tentar explicar que pela manhã seu estômago é enjoado e não permite que ela seja como alguém normal (pelo menos pela manhã).

Chega à escola e encontra seus alunos do segundo ano dispersos conversando como se não vissem seus colegas há anos e se pergunta como deixou sua infância passar tão depressa ao ponto de não se dar conta do quanto esses momentos eram valiosos. O sinal toca impreterivelmente às 7h00 e seus alunos formam a típica fila de todos os dias, do menor para o maior, sem reclamações.



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