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É sempre bom voltar aqui

Faz tempo que venho tentando criar coragem para tirar o pó desse blog e voltar a escrever. Sempre há alguma (ou muitas) desculpa (s) convincente (s): muitos trabalhos na faculdade e a falta de tempo, falta de criatividade, nenhuma interação e (essa é a melhor) a dificuldade em escrever, já que algumas teclas do notebook estão morrendo. Como você pode perceber, as desculpas esfarrapadas são muitas. A verdade é que eu coloquei muita cobrança em cima de algo que sempre me fez bem e que eu sempre fiz por prazer. Mas em algum momento eu comecei a me comparar, me cobrar demais e achar que isso (também) não era mais para mim.
Eu criei esse blog há 8 anos, inicialmente para falar apenas sobre minhas leituras, que em meados de 2011 eram muito mais do que hoje, infelizmente. Mas pouco tempo depois eu percebi que não queria falar apenas sobre livros, mas sobre a vida e qualquer outra coisa que viesse à cabeça. Foi assim por um tempo, até que as obrigações da vida foram me engolindo e os textos …

Faz tanto tempo desde a última vez

Faz tanto tempo desde o último texto, desde a última vez que parei para escrever algo, fosse por aqui ou no papel. Me peguei aqui lendo textos antigos e comentários e me vi sorrindo, lembrando dos meus 17 anos, quando eu gritava aos quatro cantos do mundo que era uma romântica e sonhadora incorrigível.  O tempo passou e tanta coisa mudou, ninguém quase lê ou escreve em blogs como esse, hoje as coisas acontecem através de vídeos no Youtube ou textos curtos no Instagram. Quem escreve em cadernos ou diários ou troca comentários em blogs hoje? Onde estão todos? Tudo mudou mesmo. Mas será que nós continuamos os mesmos? Lendo alguns posts antigos meus, li tanta coisa que não faz mais sentido para mim hoje, mas tantas outras que ainda fazem e isso me assustou. Uma coisa que não mudou é que continuo sendo uma pessoa nostálgica. Em menos de 1 mês eu completo 24 anos e isso também assusta. Assusta, pois agora mesmo eu estava lendo textos de uma menina de 17 anos que tinha tantos planos e anseios,…
Já faz quase um ano de sua partida, vó, mas doi como se tivesse sido ontem. Eu gostaria de saber lidar melhor com isso hoje, mas os domingos continuam sendo os dias mais difíceis para mim, exceto quando consigo me ocupar com algo o dia inteiro. Eu sempre soube que esse dia iria chegar, mas não imaginei (ou não quis) que fosse chegar tão rápido. Torcia para que eu já estivesse mais velha e talvez soubesse lidar melhor, mas não deu tempo de pensar sobre.
Às vezes tenho medo de enlouquecer, sabe? Parece que a minha cabeça não irá comportar tantos pensamentos, tantas dores e saudades. O problema de pensar na sua partida é que eu sei que as outras partidas irão acontecer também, e eu não sei se irei aguentar. Mas a gente sempre aguenta, não é? Ou pelo menos fingimos aguentar.
Para onde você foi? Como você está? Acabou mesmo? É "só" isso aqui?
Sinto a sua falta, não apenas aos domingos.
Espero que esteja bem, onde quer que esteja.

Tomo meu chá de camomila e penso, enquanto escrevo. Penso nessa ansiedade que me corrói, nas incertezas do que virá e das respostas que não chegaram. Penso em como a existência é algo complicado, cheia de perguntas e poucas respostas.
  Acho que sofro mais pela cobrança que imagino terem de mim, do que na verdade é. Sofro pela ansiedade que faz com que eu imagine coisas. A ansiedade do que irão pensar, se irão gostar, se fiz o certo ou o errado. Quando na verdade, cada um está preocupado com a sua existência, as contas do final do mês. Ou pelo menos é com o que deviam estar.
  A gente segue tentando mascarar as dores, bebendo, comendo, fugindo de nós mesmos, sendo que à noite seremos apenas nós, a nossa companhia. Quando não há para onde fugir, devemos nos compreender e compreender o outro. Ser o melhor que pudermos, ter mais paciência e seguir lutando.

08/10/2017

Viver parece mesmo coisa de insistente *

Os tempos não são fáceis, o corpo está pesado e a mente já não quer mais processar. Você percebe que não está bem, quando o ato de (tentar) escrever torna-se difícil, para não dizer impossível. E é aí que você percebe que sempre escreveu para si, com o objetivo de espantar as dores e sofrimentos da alma. Escrever cura primeiro quem escreve para depois curar quem lê.
A rotina acordar-trabalhar-dormir-acordar-trabalhar me angustia de uma forma tão forte que eu não consigo explicar. Desde que eu terminei a faculdade (dezembro/2015), não encontro forças para ser mais do que uma mera contribuinte da classe trabalhadora. As crises são mais frequentes, o cansaço só aumenta, como se eu pesasse 250 kg e a vontade de levantar só diminui. É difícil assumir que não se está bem, mas com o decorrer da vida a gente aprende que não há a obrigação de ser feliz sempre, muito menos tentar mostrar isso ao mundo.
Parafraseando Pitty, só nos últimos 5 meses eu já morri umas 4,5 vezes. 


* trecho da música &quo…