quarta-feira, 6 de julho de 2016

Viver parece mesmo coisa de insistente *

Os tempos não são fáceis, o corpo está pesado e a mente já não quer mais processar. Você percebe que não está bem, quando o ato de (tentar) escrever torna-se difícil, para não dizer impossível. E é aí que você percebe que sempre escreveu para si, com o objetivo de espantar as dores e sofrimentos da alma. Escrever cura primeiro quem escreve para depois curar quem lê.

A rotina acordar-trabalhar-dormir-acordar-trabalhar me angustia de uma forma tão forte que eu não consigo explicar. Desde que eu terminei a faculdade (dezembro/2015), não encontro forças para ser mais do que uma mera contribuinte da classe trabalhadora. As crises são mais frequentes, o cansaço só aumenta, como se eu pesasse 250 kg e a vontade de levantar só diminui. É difícil assumir que não se está bem, mas com o decorrer da vida a gente aprende que não há a obrigação de ser feliz sempre, muito menos tentar mostrar isso ao mundo.

Parafraseando Pitty, só nos últimos 5 meses eu já morri umas 4,5 vezes. 



* trecho da música "Setevidas" - Pitty

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Breve (ou não) relato do que foi 2015

Alívio. No momento, é a única palavra que me vem a mente para descrever o que estou sentindo. Esse texto com certeza será um daqueles gigantescos, pois há muito o que contar, nem sei por onde começar. Escrever é única forma de descarregar todo e qualquer sentimento que carrego aqui dentro. Que comece a retrospectiva 2015.

2015 foi mais um ano do qual eu não sei direito o que pensar/falar/escrever. Minha pouca (às vezes muita) idade me impossibilita de lembrar de todos os acontecimentos. Lembro do sentimento que tinha no final de 2014 sobre o que seria 2015: um ano difícil por causa do final da faculdade, mas que prometia muitas surpresas. 2015 seria um ano de conclusões, definições e realizações. De fato foi.

Divido meu ano sempre em semestre (influência da vida escolar): o primeiro sempre (ou quase sempre) tende a ser aquele bolo de chocolate que você acha uma delícia no início, mas aí encontra uma cereja e perde a graça. Esse ano foi da mesma forma, houve mudança de departamento no hotel, o que me trouxe muitas experiências mas muitos desafios também, forçando a Raúla ser alguém melhor, lutando contra si mesma. 

Houve muito trabalho, relatórios e mais relatórios, mas teve também muita parceria e gente de coração e alma leves. Aconteceu o cursinho e com ele muita gente bonita, transmitindo conhecimento e me dando forças pra insistir. Teve o Rô sempre ao meu lado, ora puxando a minha orelha, mas sempre me apoiando (o que nem sempre significa concordar com as minhas palhaçadas). Sei que é difícil conviver com um ser tão complicado como eu, mas não desista! Tenha certeza que o amor é recíproco e eu aprendo cada dia mais com você.
Alguns momentos de loucura ali no meio do ano, vontade de desistir e muito drama. Por isso digo que quando se tem uma mão para apertar, o caminho torna-se mais fácil, mas é preciso saber o que fazer, pra que essa mão não se canse e queira se soltar.

O segundo semestre, que sempre é o meu preferido, prometia fortes emoções este ano. Trato o segundo semestre como um presente surpresa, todo bonito e que me deixa ansiosa para saber como será (geralmente é bom).
O meu lema para momentos de tensão e preocupação com o que está por vir é: passa. Fica tranquilo que vem, mas passa, seja o que for.

Havia o TCC, tão temido, as provas de Matemática Financeira, mas também as aulas de Psicologia que me fizeram muito bem, onde eu podia falar, falar e falar, além de levar comigo muitos ensinamentos.

E passou.

Hoje é dia 29 de Dezembro e todas as preocupações e ansiedades de 2015, até então, passaram. Sobrou uma Raúla em frangalhos, talvez. Um joelho ralado, um remendo aqui e ali, mas trouxe uma Raúla melhor, com dramas e medos (muitos), mas ainda mais sonhadora e esperançosa.

O que eu espero de 2016? Mais amor, confiança, bom humor, sorrisos e pessoas leves. Que seja bonito para todos nós, que sejamos ainda mais fortes, que sonhos se realizem e o bem prevaleça. Não farei promessas, mas espero ler mais e escrever muito mais.

beijos de luz!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sobre querer mas não conseguir desistir

Lá em meados de março desse ano tive a louca brilhante ideia de fazer cursinho pré-vestibular. Último ano da faculdade - graçassss a deus - e, como ansiosa que sou, esperar mais um ano para fazer o curso dos meus sonhos estava fora de cogitação. Minha mãe costumava me dizer com certo ar de reprovação - que por sinal, eu não condenava e até concordava - que eu vivia querendo fazer tudo ao mesmo tempo e acabava não fazendo nada. Mesmo um pouco chateada, sempre concordei com isso, por isso, nessa altura da vida, resolvi que ia mudar, mas me peguei em 2015 fazendo 35864125 coisas. Vida que segue. Talvez aos 25 anos eu consiga, espero, mãe.
 
A questão é que desde o início eu sabia que não seria fácil, seria do caralho. Tinha total noção de que no segundo semestre eu estaria descabelada por causa do TCC, estágio, projeto de iniciação científica, trabalhos e o tal do vestibular - que mesmo depois do terceiro ano e uma quase graduação, ainda assim é temido. Mas eu peguei o lápis, sentei com o Ro, estudei as possibilidades e resolvi que deveria arriscar. Sabia que o cursinho não seria prioridade, pelo simples fato de que se eu não estudasse para as provas da faculdade e/ou não apresentasse meu TCC, não conseguiria me formar e consequentemente de nada adiantaria estudar para o vestibular.
 
Mas é claro que os dias cinzas iriam chegar e os planos e projetos poderiam fracassar. Se em julho/agosto eu já estava de saco cheio de tudo, imagina a vibe errada que chegou em setembro juntando o cansaço do universo e tudo o mais. O cursinho foi a primeira coisa que me veio à cabeça em quesito de liberação de horas para sobreviver com um pouco de sanidade mental, mas ao mesmo tempo o coração doeu. Apertou, de verdade. Lembrando que vou ao cursinho todos os sábados, das 9h às 20h - quando crio forças e vergonha na cara para ir à aula extra que é das 9h às 11h30. Foi impossível não criar laços, mesmo a sala sendo composta a maioria por pessoas bem mais novas que eu e pelo fato de eu estar ficando velha e ranzinza e isso incomodar sometimes, eu fiz amizades que sei que irão ser pra sempre. E eu criei laços com os professores, o que doeu ainda mais na decisão de continuar ou não com o cursinho.
 
E eles são incríveis. Talvez o meu amor pela profissão - sim, farei Pedagogia e hoje até me peguei pensando em fazer Letras também <3 - me deixe com os olhos brilhando por cada professor que entra naquela sala, mas eles realmente sabem ser maravilhosos, cada um com sua particularidade. Claro que as aulas em cursinhos são diferentes, pelo fato de que eles fazem piadas, nos fazem rir até chorar, encontram inúmeras formas de chamar a atenção dos alunos, além do foco ser algo específico como o vestibular - não que eu não ache que as aulas na escola ~~normal~~ não deveriam ser com foco nesse puto do vestibular também.
 
O meu professor de Geografia no cursinho, por exemplo, é INCRÍVEL. James - esse é seu nome e eu me pergunto se é verdadeiro - é gigantesco, eu morria de medo dele nas primeiras aulas. Lembro que na primeira aula que tive com ele cheguei atrasada e precisei sentar bem no fundo da sala, pois quem chega atrasado leva na cara na questão de querer sentar na primeira fileirinha, hehe. Pois bem, ele falava alto demais, ele era alto demais, ele GRITAVA. Mas desde então eu amo as aulas de Geografia e já aprendi tanta coisa que nem sei, mesmo não conseguindo estudar em casa. Mas James vai além das aulas sobre rochas e mapas, ele fala sobre preconceito, injustiça, desigualdade social... ele nos faz PENSAR. Ele faz adolescentes de 17 anos pensar e questionar inúmeros assuntos que eu mesma não tive a oportunidade de tomar conhecimento nessa idade. E isso aquece o coração. Vou criar coragem para no último dia de aula com o James lhe dar um abraço e agradecer por todas as aulas incríveis, por todas as histórias, por todas as risadas e por todo amor pela educação que despertou ainda mais em mim.
 
Foi por esse e por outros professores lindos que decidi continuar. Foi por pensar no quanto me faria falta as aulas de sábado, nas tantas horas que passo lá mas são sempre muito agradáveis, pelo fato de aprender tanto mesmo as aulas sendo corridas e que passam tão tão tão depressa. É pela Fer, amiga do coração que conheci no cursinho, que eu decidi continuar, pois sei que preciso lhe dar força, assim como ela me dá. As meninas pra quem guardamos lugar todos os sábados, pois assim poderemos ficar juntas nas primeiras fileiras, estudando e batendo papo.
 
Eu sei que vai ser tenso, que existirão sábados em que eu não sentirei a mínima vontade de ir, que me faltarão forças e sobrará cansaço, mas eu vou continuar por eles, por mim, pelo meu tão sonhado curso de Pedagogia que será alcançado, de alguma forma ou de outra. Vou continuar e insistir, mesmo que me faltem forças, pra que um dia eu possa fazer diferença na vida de alguém, assim como esses professores e todos aqueles de verdade que tive na vida, fizeram na minha.
 
Let's Go!
 
 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Cadê setembro?

Setembro aconteceu? Hoje é dia 30 e estou achando que é agosto ainda... geeente. É fato que depois do BEDA eu iria sumir, você iria sumir, toda a blogosfera que participou dessa loucura coisa de escrever todos os dias durante um mês. Ou eu simplesmente não tive nada muito interessante para contar por aqui, mas o que importa é escrever, dane-se o quão relevante pode ser. Sinto que deveria escrever todos os dias, sobre qualquer coisa. Tentarei, mesmo que os escritos não venham parar aqui.
 
Esse mês eu consegui algo que estava desejando há 1 ano e 3 meses: férias. Ok, não foram bem férias. Em Outubro eu terei que trabalhar o dia inteiro, ao invés das minhas 5 horas de estagiária, como estava quase surtando, escolhi folgar duas semaninhas ao invés de receber pelas horas a mais que trabalharei. Não me arrependo, essas duas semanas foram MUITO importantes para estabelecer minha sanidade mental que ainda resta. Não viajei, apenas dormi, estudei para a prova DO CAPETA de Matemática Financeira, dormi, terminei meu relatório de iniciação científica, dormi, ajudei na organização da festa do sobrinho mais lindo do mundo, assisti minhas séries e dormi. Valeu a pena? Com certeza. Gostaria de mais duas semanas? CLARO. Mas me contento com isso e me sinto renovada ou com forças para enfrentar o que vem por aí.
 
Agora estou criando coragem para finalizar meu TCC, com o coração na mão esperando o resultado da prova, mas me sinto menos pesada, sabe? Existem preocupações, claro, levando em consideração que sou a pessoa mais ansiosa da face da Terra, mas vou dar conta. Alguns dias bate aquela bad, crise existencial, tem também a tal da TDM (tensão diária menstrual hahahaha), mas a gente sobrevive, vai.
 
Mas se tem uma bad ferrada que eu estou passando é a literária. Sempre quis ler Jogos Vorazes, mas a questão financeira e preguiça sempre atrapalhavam. Eis que em um dia de corações emocionados, depois de assistir O Pequeno Príncipe e questionar toda a minha existência, resolvo passar em uma livraria para comprar o livro do Pequeno (que eu já havia lido mas queria ter o meu) e o primeiro livro da trilogia também. Eu não deveria ter feito isso em pleno movimento de aulas, estudos e TCC. Simplesmente não consegui dormir direito e foram os dias em que eu mais desejava ficar sozinha para poder ler, que as viagens curtas de metrô rendiam várias páginas. Terminei de ler em um domingo, cheia de lágrimas e com o coração confuso. Decidi que compraria/leria o segundo livro apenas em Dezembro, depois do vestibular, TCC e afins, pois sei que não conseguirei me concentrar em mais nada caso eu resolva ler agora. Triste relato de uma leitora.
 
Ontem fiquei sabendo de uma vaga para trabalhar em biblioteca e meu coração vibrou. Sempre SONHEI com isso, desde a oitava série, que eu "matava aula" na biblioteca da escola batendo papo com a atendente, ah, que saudade. Enfim, estou animada, mas não sei nem se irão me chamar para entrevista. Esperemos.
 
Necessito escrever mais, meus parágrafos ficam desconexos, credo. Mas juro que é apenas no blog, em redação do enem/vestibular eu escrevo bonitinho :)
 



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"Perto do fim começamos a pensar no começo"

"Perto do fim nem eu mesma me reconheço".

É, chegamos ao fim do BEDA. 31 dias. 31 textos [ou tentativas de]. Muitos blogs, muitas pessoas perdendo sua sanidade mental, outras encontrando. O BEDA ajudou a me encontrar, me deu inspiração e ao mesmo tempo me deixou sem ideias, me fez todos esses dias tentar encontrar algo bom ou interessante nesses dias loucos de Agosto. E acabou. E isso é triste, sabe? Por mais idiota que seja. Foi bom, foi difícil, mas foi bom. Foi mais bom do que mau. 

Eu concluí um projeto. É pequeno mas é tão grande, sabe? Lembro de lá em meados de 1900, quando entrei naquele projeto fotográfico 365 dias.. Acho que durou uns 40, hahahahaha. Mas não me tornei nem pior nem melhor por isso. A gente cresce sempre. 

Foi extremamente lindo participar, descobrir (oi, Ana <3) e continuar acompanhando tantos blogs. Eu entrei em uma pausa bloguística nos últimos tempos. Escrevia algo aqui e ali, na maioria das vezes quando estava triste e apenas o papel a tela em branco do blogger fazia sentido. Sempre me sentindo culpada e mal por não conseguir expressar nada, produzir nada, escrever nenhuma abobrinha. E o BEDA surgiu no melhor momento para me trazer de volta. São tempos difíceis para todos, claro, agosto durou 62 dias, mas vencemos e chegaremos bem em Dezembro, talvez esfolados, mas bem.

Há um sentimento bom de coração aquecido e isso me deixa feliz. Sinto que me renovei neste último mês e acho que agora posso dizer que o segundo semestre começou de vez, hahaha. Me sinto inteira novamente. Não sei explicar o que se passa aqui, mas são coisas boas e uma certeza de que tudo {sempre} fica bem, quando se tem muito amor e fé, não há outro caminho para que as coisas caminhem, eu acredito que seja para um mar de águas tranquilas. Não significa que tudo sempre estará bem, mas que ficará bem.

Por mais que eu não tenha feito tudo o que deveria ter feito em agosto, simplesmente por falta de forças ou por causa do BEDA mesmo, haha, sinto que foi necessário. É como se tivéssemos passado por uma purificação, sabe? Besteira? Talvez. Mais uma vez estou deixando para escrever nos últimos momentos, mas o sentimento de trabalho cumprido, meta batida e coração aquecido é maior.

Assim como a Aninha disse, há uma expectativa se nossos blogues queridos irão continuar na mesma pegada, se nós iremos conseguir postar com mais frequência, se conseguiremos participar do BEDA 2016... Mas deixemos essas preocupações para amanhã, sejamos leves hoje.

Obrigada por quem acompanhou essa jornada, esperamos nos ver em breve. Setembro promete ser badalado em todos os sentidos!











domingo, 30 de agosto de 2015

Pensamentos (aleatórios) de um domingo à noite

Estava aqui pensando sobre falar abobrinha o que falar e resolvi que vou falar um pouco sobre tudo que estou pensando neste exato momento, por isso, não espere nada muito interessante. 

Hoje, após arrumar a vida o quarto, lavar o banheiro e as roupas da vida toda, senti muita vontade de tomar vinho, fazia tempo que não tomava. Aproveitei que o dinheiro caiu na conta e fui comprar uma garrafa na padaria [maior roubo]. Gosto bastante de vinho, acho que se deixar eu tomo uma garrafa sozinha, diria o Ro. Cerveja eu gosto mas se tiver vinho eu troco. Não aprendi ainda a beber tequila e esses negócios aí, mas caipirinha... se for de morango então, me dá! Não, mãe, não estou virando alcoólatra. 

Como detesto esmalte com glitter, não sei por qual motivo ainda compro, deve ser por que sou otária mesmo. Pintei apenas UMA unha com o bendito e gastei quase 2L de acetona. Mentira, claro que não, mas gastei bastante. Estava com um esmalte cor de bosta meio bege meio marrom mas ele durou apenas dois dias pois eu sou dona de casa, então hoje que era dia de limpeza ele foi embora. Agora são exatamente 23h00 e eu acho que ainda vou pintar de vermelho. Imaginaremos como estará cedo, risos.

Bateu uma super nostalgia quando encontrei uma banda que ouvia lá em meados de 2010, se chamava Fake Number [eu era emo, eu sei, haha] e acabou :( O Ro ficou aqui me zoando mas foi tão bom o sentimento que tive, independente das músicas falarem [a maioria] sobre términos e amores não correspondidos, foi bom. Agora estou aqui com o Ro falando sobre bandas, vocalistas bonitas, punk rock e relacionamento, ah, e abrindo a boca de sono.

O coração está aquecido, o final de semana foi super importante para recarregar as energias e parece que as coisas voltaram ao seu devido lugar. Espero que eu esteja certa.

É, o BEDA acaba amanhã... Dá até saudade de toda a empolgação e ao mesmo tempo desânimo do início, haha. Bem, projeto quase concluído. (:


sábado, 29 de agosto de 2015

2. A moça da esquina do Jazz

Esse post faz parte do Projeto 1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo, inspirado neste blog.


Desde que me mudei para São Paulo, há exatamente quatro anos, sempre gostei de caminhar pela Avenida Paulista, por mais clichê que isso pareça. Mesmo gostando muito, fiz isso pouco durante três anos, por falta de tempo, por não marcar encontros por lá e outros tantos motivos. Este ano, quando resolvi que iria fazer cursinho mesmo estando no último ano da faculdade, escolhi a unidade da Paulista por simplesmente ser o lugar mais incrível para se estudar.

A Avenida Paulista sempre representou para mim muitas coisas, diversos sentimentos e mesmo hoje, depois de tantas alegrias, fiquei ainda mais confusa sobre qual sentimento esse lugar exerce sobre mim. É onde se encontra pessoas de todos os tipos de culturas, lugares e classes. Na mesma calçada você esbarra em ricos e pobres, mesmo estes caminhando tão distantes na vida, na Paulista eles compartilham o mesmo caminho, não que isso não incomode alguns. Se eu pudesse definir a Avenida Paulista em apenas uma palavra seria: arte. Há arte por todos os lados, a Avenida Paulista é cheia de artistas.

Saí do cursinho com uma amiga e caminhávamos em direção à estação de metrô. De repente nos deparamos com uma roda em volta de um moço muito simpático que fazia malabarismos. A propósito, gosto de pessoas que param para apreciar esse tipo de coisa, sempre gostei disso e estar ao lado de alguém que simplesmente resolve parar porque também admira, é ainda mais bonito. Ficamos alguns minutos e resolvemos seguir em frente, pois eu estava ouvindo um som familiar.

Na semana passada eu já havia visto ela tocando, mas infelizmente não consegui parar, entretanto, me alegrei da mesma forma. Hoje, com essa amiga que sempre concordava em parar, resolvi que já era hora de ouvir a moça com mais atenção. É incrível o poder que a música tem sobre nós, não é mesmo? Eu toco e entendo um pouco, mas sempre fui apaixonada e às vezes penso se não deveria voltar a tocar. Mas a questão é que a moça tocava com a alma, só entende o quanto isso é possível quem admira a arte da música também. Às vezes pouco importa se a pessoa tem a voz bonita ou não, mas o que ela transmite vale mais do que qualquer coisa. É claro que a voz dela era bonita, mas junte a isso o ambiente que ela criou para tocar, o violão, os olhos brilhando e o cenário, que claro, era o lugar mais bonito e inspirador para se estar: a Avenida Paulista.

Ficamos alguns minutos ouvindo até que um moço pediu para que ela tocasse música brasileira, com toda a simpatia do mundo ela concordou e logo encontrou uma que é claro que não me recordo, pois estava emocionada demais. Eu não sei o que aconteceu, eu só estava emocionada com aquele momento e gostaria de ficar ali para sempre. Tudo conspirava para aquele momento bonito, a música, a luz baixa, as pessoas indo e vindo, os carros, o coração aquecido. Eu senti meu coração aquecido e por um momento esqueci de toda e qualquer tristeza que poderia existir. Sentimento de coração aquecido é a melhor sensação que se pode ter. Olhava para a minha amiga e sorria, estávamos felizes só por ouvir e ver aquela moça cantar. Eu queria chorar, não sei bem o porquê, mas eu sentia um alívio e uma vontade de dançar.

Tirei uma foto e fui falar com a moça, no mesmo instante que a vi e ouvi, sabia que deveria escrever aqui, pois não conseguiria nunca expressar de outra forma tudo o que sentia naquele momento. Pedi permissão para publicar a foto e escrever sobre ela, o pedido foi aceito. A moça tem nome: Carolina Zingler. E ela toca na Esquina do Jazz, localizada na Avenida mais linda dessa cidade da qual estou aprendendo a amar.


Obrigada por ter feito essa noite de sábado ser ainda mais bonita. Muito amor, energia positiva e muita, muita música na sua vida.



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

1. Série do momento: Call the Midwife

* Pode conter spoilers, pois a emoção é muita


A história se passa em Londres na década de 50 e é baseada nas memórias de Jennifer Worth. Quem representa Jennifer é Jenny Lee (Jessica Raine), a personagem principal é uma parteira recém formada que resolve atuar como voluntária  no Convento Nonnatus, com um grupo de freiras [o que ela só toma conhecimento quando chega no local, haha], oferecendo ajuda à uma população de baixa renda. As freiras [muito simpáticas, por sinal] dão aulas e treinam as jovens para atuarem como parteiras.  A missão de Jenny é garantir que o maior número de mães e bebês consigam sobreviver ao parto, entretanto, a baixa qualidade de vida e diversos problemas de saúde que as  mulheres enfrentam durante a gestação tornam o trabalho de Jenny e das freiras mais difícil.

 Eu posso dizer o quanto estou apaixonada? Que chorei logo no primeiro episódio? Pois é, não dava nada para a série até ficar sem energia em casa, ligar a internet do celular, abrir o aplicativo do Netflix, assistir 30 minutos do primeiro episódio e só depois se dar conta que quase acabou toda a minha internet e não percebi, de tão entretida que fiquei.

É simplesmente impossível assistir apenas um episódio e ir dormir em paz. Não sei se é por gostar bastante de histórias de época, mas estou muito animada. Há a presença do machismo, aquela coisa de mulher ficar apenas em casa cuidando da casa e dos filhos. Por se tratar de mulheres grávidas em  [quase] todo o tempo, fica bem nítido os costumes e ideias da época. O que me fez analisar e refletir sobre muitas coisas. 

Jenny é sensacional, como imaginei que fosse. Com um coração do tamanho do mundo, ela conquista a todos. Fica muito receosa com diversas situações, se depara com a pobreza extrema, o que bate de frente e até a assusta por não saber como lidar. Seu primeiro parto sozinha é incrível e me fez chorar feito uma idiota. Ela já é minha favorita, não por ser a principal, mas por que merece ser colocada como tal. 

Junto de Jenny estão mais duas jovens parteiras, das quais não me recordo os nomes, perdões, haha. Depois de certo tempo chega Chummy, minha segunda favorita. Ela é INCRÍVEL. Meio desajeitada no início, quase ninguém bota fé nela, mas quando faz seu primeiro parto... Jesus. Ela ARREBENTA. Fiquei super orgulhosa!!!!

Comecei a assistir ontem, estou no terceiro episódio ainda, pois eles são extensos, mas amo de todo o coração <3333

Só tenho uma coisa a dizer: ASSISTAM.

UPDATE: Acabei de me ferrar. Fui fazer uma pesquisa e encontrei um spoiler. Já quero chorar. Espero que não tenha nenhum aqui :(

PS: Não escrevi nada com nada por dois motivos:

1. Estou emocionada demais
2. Quero voltar a ver o terceiro episódio, sorry.




quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Dá pra viver sem guarda-chuva

Eu gosto de chuva, estamos precisando dela [tá faltando água sim!], mas se tem uma coisa que me deixa louca é gente que não sabe usar guarda-chuva NA CHUVA [sim, porque às vezes eles usam no sol].

Hoje foi ainda mais difícil de levantar, ventava muito e sair da cama foi um baita sacrifício. Quando estava quase saindo de casa, começou a chover. Sabe aquela chuva que não molha seu cabelo direito nem seus pés, MAS O SEU CORPINHO TODO? Pois é, aquelas “chuvas de lado”, sabe? Bem, resolvi que não ia pegar o guarda-chuva, por três motivos:

1. Não ia adiantar de nada, já que da cintura para baixo iria molhar mesmo [eu não suporto os meus pés molhados, já que eles nunca esquentam]
2. Detesto guarda-chuva pingando, fechar guarda-chuva e pior ainda: pegar ônibus lotado com guarda-chuva
3. AS PESSOAS NÃO SABER USAR GUARDA-CHUVA

Nunca achei que guarda-chuva adiantasse muita coisa, como não faço chapinha, então, meio que não ligo. Claro que hoje, por exemplo, meu cabelo ficou detestável, mesmo sendo natural, mas como já estão acostumados a me ver assim no hotel e não era nenhuma entrevista de emprego nem nada, então tava legal. Eu sou daquelas que perde guarda-chuva com a maior facilidade do mundo. Daí você vê o quanto sou apegada. Se eu pudesse andar com sacolinhas no pé, ah, isso eu faria. Porque ficar com os pés molhados é o terror. Acho capas de chuva muito mais eficientes, mas como é um saco colocar e tirar aquilo, nem quando vou ao estádio com o Ro eu uso. Acho que gosto de tomar banho de chuva, só pode.

(Clica) MUITO VERDADE HAHAHAHA


Guarda-chuva pingando é outra coisa que me irrita. Seja do amiguinho que passa e deixa pingar em cima de mim, no meu pé e etc, ou seja eu fazendo um caminho de pingos para onde vou. Agora, gente que não sabe usar guarda-chuva, isso me irrita mais do que tudo que já citei até agora. Eu acho que aqui em São Paulo, por encontrar com tanta gente no mesmo lugar, eu sinta isso tão nítido. O povo passa te dando guarda-chuvada [existe isso?], querem furar o seu olho com as pontas do guarda-chuva, mas oferecer “carona” no guarda-chuva ninguém quer, haha.

Expectativa:


Realidade:



Lembro de uma TAG que respondi há tempos e em uma das perguntas tínhamos que colocar 5 ou 7 coisas que não gostávamos, lembro de ter colocado: fila de ônibus quando está chovendo. DETESTO. Aquele monte de gente amontoada, todos, TODOS com guarda-chuva e APENAS EU NO MEIO, RECEBENDO CUTUCADA OU PINGO DE CHUVA DE ALGUM GUARDA-CHUVA. Você deve estar pensado: Oras, Raúla, use guarda-chuva também e se proteja dessas pessoas malvadas. MAS NÃO ADIANTA, ELES VÃO ME FURAR, VÃO DISPUTAR ESPAÇO COM MEU GUARDA-CHUVA, VÃO PINGAR EM MIM!!!!!!!!1111

Parece exagero, né? Não, não é. Acho que todo guarda-chuva/sombrinha deveria vir com manual de instrução. Eu sei que não é fácil, gente. Ainda mais em cidade grande, mas vamos então dar carona para amiguinhos, diminuindo assim o fluxo de guarda-chuvas e vamos ter cuidado para não furar ninguém.

Não sei, ainda não consegui me adaptar, claro que há dias que não tem como, se não for de guarda-chuva, simplesmente não vai, mas às vezes eu acho ele tão inútil para chuvas fortes, que eu prefiro ir sem. Se for pra chuvisco nem precisa também, haha. Sabe o que eu acho mais engraçado? Quando forma AQUELE tumulto na saída do metrô por causa da chuva, aí eu vou pra dar uma espiada e descubro que NÃO ESTÁ CHOVENDO. Ah, eu fico louca!

Carregar guarda-chuva só aumenta a minha fadiga, ver gente usando ele pra furar os outros quando NÃO ESTÁ CHOVENDO me irrita, então prefiro ir assim:






quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Declaro amor ao despertador

Olha, eu preciso agradecer. Por mais insuportável que seja todo e qualquer som que eu use, se não fosse ele, eu não poderia apertar "mais dez minutos" e virar para o lado, pois provavelmente eu perderia a hora. Sei que a maioria das pessoas o odeia, mesmo ele sendo celular, tablet ou sei lá, mas se não fosse o tal despertador, ah, eu perderia o emprego, as aulas do cursinho e a vida.

Levantar cedo tem sido uma tarefa difícil no últimos dias, me sinto mais cansada que o normal e se for ver, nem tenho feito tudo que deveria/gostaria. A cama me consome, as cobertas estão quentinhas e não sinto a mínima vontade de levantar, mas é necessário. Quando ele toca eu não sinto raiva, eu fico triste, mas eu sei que preciso e se não toca, preciso sair às pressas, louca e descabelada [o normal é assim também].

(Daqui) Hahahaha

Gosto da imagem, mas sem o despertador me puxando, é como se ele me desse a mão, porque se depender só de mim, não consigo não. *drama*
Tá aí, algo que a maioria odeia mas eu entendo que é um mal necessário na vida, haha. É claro que domingo é dia de ficar de boa e eu não quero nem saber de barulho, mas poxa, dá um desconto né?

Talvez seja o frio, a preguiça, o desânimo... Mas não tá fácil. Sempre existem uns tempos em que sentimos que é mais difícil sair da cama, né? Junta tudo isso com a minha habilidade em se atrasar... Pronto. Se não é o despertador...

Lembro de quando estava no ensino médio ainda e a minha mãe precisa me chamar cedo. Gente, zumbi era pouco para o que eu parecia. A minha mãe chamava uma, duas, três vezes... na quarta vez ela aparecia no quarto e puxava as cobertas [eu não esqueci, viu? haha]. Aquilo acordava até defunto. E sabe do pior? Eu morava DO LADO da escola, tipo, uma descida de 2 minutos e eu estava lá, tanto que ouvia o sinal de casa, mas eu SEMPRE chegava atrasada. As pessoas e a minha mãe ficavam indignadas. Pois é.

Bem, amanhã é uma nova luta. Vou dormir. Me desejem força.


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