sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Faz tanto tempo desde a última vez


       
Faz tanto tempo desde o último texto, desde a última vez que parei para escrever algo, fosse por aqui ou no papel. Me peguei aqui lendo textos antigos e comentários e me vi sorrindo, lembrando dos meus 17 anos, quando eu gritava aos quatro cantos do mundo que era uma romântica e sonhadora incorrigível.
 O tempo passou e tanta coisa mudou, ninguém quase lê ou escreve em blogs como esse, hoje as coisas acontecem através de vídeos no Youtube ou textos curtos no Instagram. Quem escreve em cadernos ou diários ou troca comentários em blogs hoje? Onde estão todos? Tudo mudou mesmo. Mas será que nós continuamos os mesmos? Lendo alguns posts antigos meus, li tanta coisa que não faz mais sentido para mim hoje, mas tantas outras que ainda fazem e isso me assustou. Uma coisa que não mudou é que continuo sendo uma pessoa nostálgica.
Em menos de 1 mês eu completo 24 anos e isso também assusta. Assusta, pois agora mesmo eu estava lendo textos de uma menina de 17 anos que tinha tantos planos e anseios, que realizou tantos sonhos que não imaginava, mas deixou tantos pelo caminho também. Senti tanta saudade de tantas coisas e pessoas, e vejo que a nostalgia é um mal (ou bem) que me acompanha e acompanhará sempre. 
Escrever continua sendo a minha melhor maneira de aliviar a alma do peso do mundo. A vida adulta é bem diferente do que eu imaginava, nem melhor nem pior, apenas diferente. Errei tanto e aprendi na mesma proporção, por mais clichê que seja. Tenho aprendido todos os dias, em todos os momentos possíveis e ser melhor continua sendo uma das minhas prioridades. Continuo me colocando (ou tentando) no lugar das pessoas e buscando enxergar o lado bom das coisas.
Tenho lido e escrito muito menos do que gostaria, mas faz parte da vida adulta. Por outro lado, tenho me conectado muito mais com as pessoas, por mais longe que eu esteja de tantas delas. Mesmo assim, às vezes tenho preferido ficar mais só, apenas envolta em meus pensamentos do que rodeada de pessoas. Às vezes é uma escolha, em outras, nem tanto.
Será que os meus amigos daquela época também estão, nesse momento, se perguntando o que aconteceu? Será que as pessoas lembram-se umas das outras? Sei que são "apenas" 7 anos, mas parece que tanta coisa já aconteceu. Enfim. Acho que refleti demais sobre isso. 
Mas é que já faz tanto tempo...

domingo, 8 de abril de 2018

Já faz quase um ano de sua partida, vó, mas doi como se tivesse sido ontem. Eu gostaria de saber lidar melhor com isso hoje, mas os domingos continuam sendo os dias mais difíceis para mim, exceto quando consigo me ocupar com algo o dia inteiro. Eu sempre soube que esse dia iria chegar, mas não imaginei (ou não quis) que fosse chegar tão rápido. Torcia para que eu já estivesse mais velha e talvez soubesse lidar melhor, mas não deu tempo de pensar sobre.

Às vezes tenho medo de enlouquecer, sabe? Parece que a minha cabeça não irá comportar tantos pensamentos, tantas dores e saudades. O problema de pensar na sua partida é que eu sei que as outras partidas irão acontecer também, e eu não sei se irei aguentar. Mas a gente sempre aguenta, não é? Ou pelo menos fingimos aguentar.

Para onde você foi? Como você está? Acabou mesmo? É "só" isso aqui?

Sinto a sua falta, não apenas aos domingos.

Espero que esteja bem, onde quer que esteja.


segunda-feira, 5 de março de 2018

  Tomo meu chá de camomila e penso, enquanto escrevo. Penso nessa ansiedade que me corrói, nas incertezas do que virá e das respostas que não chegaram. Penso em como a existência é algo complicado, cheia de perguntas e poucas respostas.

  Acho que sofro mais pela cobrança que imagino terem de mim, do que na verdade é. Sofro pela ansiedade que faz com que eu imagine coisas. A ansiedade do que irão pensar, se irão gostar, se fiz o certo ou o errado. Quando na verdade, cada um está preocupado com a sua existência, as contas do final do mês. Ou pelo menos é com o que deviam estar.

  A gente segue tentando mascarar as dores, bebendo, comendo, fugindo de nós mesmos, sendo que à noite seremos apenas nós, a nossa companhia. Quando não há para onde fugir, devemos nos compreender e compreender o outro. Ser o melhor que pudermos, ter mais paciência e seguir lutando.

08/10/2017

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...