quarta-feira, 6 de julho de 2016

Viver parece mesmo coisa de insistente *

Os tempos não são fáceis, o corpo está pesado e a mente já não quer mais processar. Você percebe que não está bem, quando o ato de (tentar) escrever torna-se difícil, para não dizer impossível. E é aí que você percebe que sempre escreveu para si, com o objetivo de espantar as dores e sofrimentos da alma. Escrever cura primeiro quem escreve para depois curar quem lê.

A rotina acordar-trabalhar-dormir-acordar-trabalhar me angustia de uma forma tão forte que eu não consigo explicar. Desde que eu terminei a faculdade (dezembro/2015), não encontro forças para ser mais do que uma mera contribuinte da classe trabalhadora. As crises são mais frequentes, o cansaço só aumenta, como se eu pesasse 250 kg e a vontade de levantar só diminui. É difícil assumir que não se está bem, mas com o decorrer da vida a gente aprende que não há a obrigação de ser feliz sempre, muito menos tentar mostrar isso ao mundo.

Parafraseando Pitty, só nos últimos 5 meses eu já morri umas 4,5 vezes. 



* trecho da música "Setevidas" - Pitty

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