sexta-feira, 14 de agosto de 2015

1. A mulher do metrô que não aceitou minhas desculpas

Esse post faz parte do Projeto 1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo, inspirado neste blog.

Ou: o meu nível de desastre master.

Eu sabia que essa sexta-feira não seria das melhores a partir do momento que ~~atrasada~~ entrei no ônibus LOTADO, com apenas uma porta de saída. Pausa para explicação. Eu tenho pavor de ônibus lotado quando o meu ponto está próximo e eu tenho CERTEZA de que vou morrer e não conseguirei sair. A questão é que não consigo pedir licença porque tenho medo das pessoas, elas fingem que não me ouvem, fazem careta e não me deixam sair. Para aliviar o tormento, fico feliz quando entro naqueles ônibus com duas portas de saída, sabe aquela ao lado do cobrador? Pois é, elas me deixam acreditar que será possível sair um dia. Não sou fresca, querido. Simplesmente não sei lidar com um monte de gente que não me ouve quando eu peço licença.

Pois bem, consegui sair, esbaforida e fuzilada, mas consegui. Cheguei na estação do metrô feliz e contente, onde me posicionei para esperar o trem. Nesse momento eu tive a brilhante ideia de tirar da mochila o meu tão amado livro do momento: Memórias Póstumas de Brás Cubas [quando der venho falar dele aqui <3]. Percebo que há uma mulher atrás de mim muito concentrada em seu celular, fazendo o quê eu não sei, talvez jogando Pac Man, sei lá. Não olhei para o celular, só percebi a sua presença e abri a minha mochila. Nesse momento eu só sinto que meu cotovelo bateu na testa dela.

STOP.

EU BATI MEU COTOVELO NA TESTA DELA. A. TESTA. DA. MULHER.

Na mesma hora eu pedi desculpas, quase implorando. Ela simplesmente não olhou na minha cara. Tudo bem, doeu com toda certeza, mas ela não esboçou dor nem nada, simplesmente mirou o céu e me ignorou.

Mulher, eu sei que a música diz que desculpas não são sinceras, quase nunca são, mas as minhas eram. Eu não fiz por mal, juro. Eu devia ter prestado atenção, assim como você também poderia ter tirado os olhos do celular um pouco, não? Não precisava me ignorar. Mas tudo bem.

O dia foi difícil, isso pra não dizer INSUPORTÁVEL. Sabe aqueles dias que você pensa: devia ter ficado deitado? Pois é. A manhã foi tumultuada, entretanto, na faculdade [hoje é sexta, lembra? dia de aula!!!!!!] as coisas foram mais tranquilas. Comi uns chocolates, encontrei quem eu não encontrava faziam anos e fiquei muito feliz. No final tudo se acerta. Foi apenas um dia chato, mas ainda bem que existem muitos outros melhores vindo por aí!

Mulher do metrô: Espero de todo o coração que seu dia tenha sido bom, calmo e cheio de pessoas bonitas. Que você tenha aceitado as minhas desculpas aí dentro.


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