sábado, 15 de agosto de 2015

Sobre ser simples e ter equilíbrio

Hoje no cursinho, na aula de Literatura com o professor mais lindo de todos, aprendemos sobre o período do Arcadismo (ou Neoclassicismo), as poesias desse tempo possuem algumas características como retorno ao equilíbrio, ideal de simplicidade e naturalidade, etc. Discutimos muito about, logo gostei e me identifiquei, imaginando o que poderia escrever (que fosse interessante ou não) sobre.

Às vezes eu queria fugir da cidade, assim como aqueles poetas. Ir para o campo e acalmar os ânimos. Esquecer da correria, do estresse, das chateações da cidade grande das quais ainda não me acostumei, mesmo depois de 4 anos. Poderia ser em plena quarta-feira, largar tudo, pegar a mochila e só voltar no domingo. Ou não voltar. Às vezes eu falo para ele me acompanhar, para termos uma vida mais tranquila, mas quem nasceu e cresceu aqui pouco entende desse buraco no peito que a gente, do interior, sente lá de vez em sempre. Vontade de correr para o colo da mãe, chorar, rir, chorar de tanto rir, comer, comer muito e sentir que tudo está bem outra vez, pelo menos por um tempo. Até tudo voltar novamente junto com o buraco no peito, do qual ninguém entende.

Como é necessário "cortar o inútil", concordo com os poetas. Sabemos que não precisamos de muito para viver, mas é tão comum acumular, acumular, mostrar, achar que precisa, quando na verdade já não há espaço mais, nem físico, nem no coração. É um acúmulo de coisas que não nos servem mais, assim como sentimentos que já não deviam fazer parte de nós também. Ter equilíbrio é difícil, mas se faz necessário. Não somos idiotas, sabemos que o "ouro" é necessário para sobrevivência, mas é necessário saber pesar: o que precisamos e o que achamos que precisamos. Não é discurso sem fundamento, é questão de visão. Já passou da hora de esvaziar a casa e o coração, só carregar o que é necessário para a jornada. Ah, poetas...

"Carpe Diem", eles disseram. Mas o que estamos fazendo a maior parte do tempo? Será que estamos aproveitando o nosso dia, o nosso presente, dando o devido valor para o que realmente merece? Ou será que estamos sendo arrastados pelo tempo, pelo trabalho, pelos estudos...? Parece papo auto-ajuda, né? E se for? E se estivermos precisando de uma ajudinha, um empurrão?

Mesmo cansada, estressada, sem paciência nenhuma, consegui pensar positivo nessa noite de sábado e concordar com os poetas do Arcadismo.

Que tenhamos mais equilíbrio, que sejamos leves, que sejamos doces..








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